Quando decidir por um parto ambulatório
O parto ambulatorial é um tema bastante controverso em nosso país, mas no exterior é uma prática comum. Felizmente, também aqui o número de mulheres que optam pelo parto ambulatorial está aumentando, e nem os hospitais nem os pediatras têm problemas com isso. Mas afinal, o que é um parto ambulatorial, por que escolhê-lo e o que é preciso organizar após esse tipo de parto?
O que é parto ambulatorial
O parto ambulatorial é aquele em que a mulher deixa o hospital antes de 72 horas após o nascimento do bebê. Pode ser apenas algumas horas depois do parto ou até no dia seguinte. No exterior, este é um método comum de parto. Após o nascimento, a mãe vai para casa e uma parteira comunitária a visita para monitorar a mãe e o bebê, realizar os exames necessários e permitir que a mãe fique tranquila em casa, em seu próprio ambiente.
Por que escolher o parto ambulatorial
Existem várias razões para optar pelo parto ambulatorial. Se a mãe e o bebê não estão em risco de vida e o bebê não nasceu prematuro com peso inferior a 2,5 kg, não há impedimento para irem para casa mais cedo. Na maioria das vezes, as mães escolhem o parto ambulatorial porque:
- já têm um ou mais filhos em casa e desejam estar rapidamente com sua família;
- têm em casa uma criança acostumada a dormir com a mãe ou que ainda está amamentando e a mãe não quer ser separada do bebê devido ao parto;
- tiveram experiências negativas no pós-parto hospitalar, seja com a equipe, alimentação, separação do bebê ou pressão sobre amamentação e pesagem do bebê;
- a mulher não gosta de hospitais, não se sente confortável e sente que quanto mais cedo estiver em casa, melhor se adaptará ao bebê;
- gosta da ideia de parto em casa, mas não se sente confiante ou não tem condições adequadas, preferindo então ir ao hospital para dar à luz e depois voltar para casa.
O que é preciso organizar após o parto ambulatorial
Se você optar pelo parto ambulatorial, é necessário verificar quais são as condições do hospital escolhido e quais exames serão realizados alguns dias após o parto, ou se você precisa providenciá-los em outro local. Isso inclui:
- teste de icterícia neonatal,
- coleta de sangue do calcanhar – triagem de distúrbios metabólicos (48–72 horas após o parto),
- exame de visão (até 4 semanas após o nascimento),
- verificação da audicao (até 1 mês após o nascimento),
- avaliação dos quadris (até 7 dias após o nascimento),
- garantia de assistência médica ao recém-nascido nas primeiras 24 horas (o pediatra não deve recusar um bebê com menos de 72 horas; se isso acontecer, entre em contato com seu plano de saúde para providenciar outro pediatra).
Para quem o parto ambulatorial não é adequado
Em alguns casos, o parto ambulatorial não é recomendado, e a mulher deve permanecer no hospital com o bebê por pelo menos 72 horas após o parto. Isso se aplica se:
- a mãe tem pré-eclâmpsia,
- a mãe tem diabetes,
- a gravidez é de risco,
- o bebê nasce prematuro (antes de 37+0 semanas) e pesa menos de 2,5 kg,
- o bebê apresenta sinais evidentes de patologia,
- a mãe teve grande perda de sangue,
- a mãe teve parto cesariano.
O número de mulheres que escolhem o parto ambulatorial cresce a cada ano, assim como a disposição dos hospitais. Há também um número crescente de parteiras comunitárias que oferecem os cuidados pós-parto necessários em casa, coletam o sangue do calcanhar do bebê e dão orientações sobre os cuidados com o bebê e com a mãe.
Aproveite a gravidez e, se tiver dúvidas sobre permanecer os três dias recomendados no hospital, mantenha aberta a possibilidade do parto ambulatorial. Se nada impedir (nem mesmo um parto induzido), você pode optar por ele até o último momento, após o nascimento do bebê.